Então, minha cunhada piradona me empresou um livro doidão de psicologia para ler (ela é psicóloga, ao menos é nisso que ela se formou).
O livro chama-se “Perigo… Amor a vista” dum tal de Dalmiro M. Bustos.. mas vamos ao que importa, veja só e tire suas conclusões.
Afrodite (deusa do amor) se casa com Hefesto, ou Vulcano, deus coxo de Lemmos, representação do fogo. Mas seu amante é Ares ou Marte, filho de Zeus e Hera. Deste triângulo se conta uma história central: is amantes se encontravam sempre sob a proteção da noite. Um dia, o Sol os surpreende e conta a Hefesto. Furioso, este manda fabricar uma rede que só ele podia acionar, e que teria a função de prender os amantes quanto estivessem juntos. Sua intenção era surpreendê-los e expô-los diante de todos os Deuses do Olimpo. Assim faz, ficando ambos, Guerra (Marte) e Amor, descobertos em sua apaixonada união. [...] De sua união com Ares nascem vários filhos: Eros, Anteros, Fobos e Deimos (o temor e o terror) e Harmonia. [...] Assim Eros-Amor é neto da castração (Afrodite nasceu qdo cronos cortou os testículos de Céu, seu pai) e filho da trangressão, irmão do medo e do terror. [...] Harmonia não possui histórias significativas, parece ter pouco espaço quando se trata de amor.
Resumindo, esse lance de psicodrama leva em consideração os mitos, sabemos que na grécia antiga já existiam vários mitos. As pessoas agem inconscientemente levadas por mitos, e o autor de forma magnífica mostra como o amor está relacionado de forma mítica com o terror, o temor e a harmonia, sem falar que amor e guerra se atraem e que o amor é neto da castração (algo importante na psicologia freudiana) e filho da transgressão.
Muito louco!
ps.: O pai do psicodrama é um tal de moreno… o cara era Romeno.
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